Produtos Tradicionais Portugueses

Produtos Tradicionais Portugueses

Chouriço de Carne

Chouriço de Carne

Descrição: Enchido de tripa de porco grossa, com carne de porco gorda, temperada com sal, alhos pisados, massa de pimentão, vinho branco e sangue líquido de porco. Leva menos alho que a linguiça.

Região: Alentejo.

Variantes: Registam-se variantes em Moura, Borba, Estremoz, Alvito e Vendas Novas cujas diferenças se manifestam ao nível dos temperos, do sangue e tempo de fumagem.

Particularidade: Enchido de cor muito escura, quase negra, devida ao sangue, com cerca de 4 cm de diâmetro e 10 a 30 cm (ou mais) de comprimento, atado nas pontas e a formar um arco.

História: O enchido nasceu da necessidade de utilizar a carne manchada de sangue e a carne com alguns nervos, as quais deviam ser consumidas e conservadas durante algum tempo (embora o tempo de conservação deste enchido seja menor que o dos outros). Em Lisboa e no resto do País, chama-se chouriço ao que no Alentejo se designa por linguiça. No Alentejo, chouriço é um enchido com sangue. A sua excelente qualidade depende muito da raça do porco donde é obtida a carne, bem como da alimentação, à base de bolota, a que foi sujeito.

Uso: Como petisco, consumido em fresco ou fumado e seco. Como tempero em pratos de cozinha típica da região, nomeadamente com favas.

Saber fazer: Para o chouriço aproveitam-se carnes com alguns nervos, carnes entremeadas ensanguentadas e carne das barrigas. Estas carnes são cortadas em pedacinhos e temperadas com uma papa de alhos, massa de pimentão e sal (não leva água) durante 1 a 2 dias. Findo este prazo, junta-se um pouco de vinho branco e o sangue líquido do porco (recolhido na altura da matança num recipiente com vinagre). Enche-se em tripa de porco grossa. Apertam-se bem as carnes, pica-se a tripa para sair o ar, atam-se as pontas que se unem com um fio de alguns centímetros para formar um arco e vão para o fumeiro entre 8 dias a 5 a 6 semanas. Vão depois para um local fresco e arejado.

Fonte: Produtos Tradicionais Portugueses, Lisboa, DGDR, 2001