Produtos Tradicionais Portugueses

Produtos Tradicionais Portugueses

Tabaibo

Tabaibo

Descrição: São os frutos da espécie Opuntia tuna Mill, pertencente à família das cactáceas. Possui ramos (vulgarmente conhecidos por folhas) carnudos, suculentos, em cuja extremidade se dispõem os figos. Os frutos são baciformes, com 5 a 8 cm de comprimento, e possuem elevado número de espinhos, dispostos em tufos.

Região: Região Autónoma da Madeira.

Outras denominações: Tabaibo. Figo da Índia. Figo do Diabo. Figo do Inferno.

Particularidade: Frutos baciformes, espinescentes, doces e frescos e que apresentam um elevado número de sementes dispersas na polpa.

História: Vieira Natividade refere-se a esta planta como sendo de cultura espontânea, objeto de largo consumo interno. Eduardo C. N. Pereira escreve a propósito: «... da América Central, comum à Madeira e a Porto Santo, que se desenvolve e produz nas duas ilhas onde está naturalizado». A cultura desenvolve-se melhor no interior das ilhas, sobretudo no que diz respeito à Madeira.

Uso: É consumido às refeições como sobremesa, ou a qualquer hora do dia. É muito apreciado fresco, podendo ser conservado no frigorífico depois de descascado. Os ramos, depois de limpos dos espinhos, constituem um bom alimento para o gado. As cascas dos Tabaibos são aproveitadas para alimentação dos porcos.

Saber fazer: Os Tabaibos são colhidos nas tebaibeiras espontâneas que se encontram em lugares pedregosos e secos das zonas mais baixas e quentes. Os frutos amadurecem nos meses de julho a setembro. Para a colheita destes frutos, que apresentam elevado número de espinhos e estão em locais de difícil acesso, usam-se umas varas compridas com um prego espetado numa das extremidades, com o qual se espeta o fruto. Usa-se também uma espécie de tenaz de madeira em que as extremidades são em forma de colher, o que tem a vantagem de não danificar o fruto. Pode ainda ser colhido à mão, protegida por uma luva. Os figos são depois colocados em caixas com areia e agitados num movimento de vaivém para retirar os espinhos. O fruto é comercializado à unidade, sendo o preço fixado à dezena ou à dúzia.

Fonte: Produtos Tradicionais Portugueses, Lisboa, DGDR, 2001