Produtos Tradicionais Portugueses

Produtos Tradicionais Portugueses

Confeitos de Pinhão

Confeitos de Pinhão

Descrição: Confeitos fabricados à base de pinhão, normalmente torrado, açúcar, corante e farinha.

Região: Lisboa e Vale do Tejo.

Variantes: Confeitos brancos de pinhão. Confeitos rosa de pinhão.

Particularidade: Confeitos de forma alongada, oval, com a forma e as dimensões aproximadas de um pinhão. Apresentam-se com cor branca ou rosa, normalmente vendidos em mistura, em sacos de papel celofane incolor.

História: O pinhão, apelidado na região de Alcácer do Sal de «ourobranco» devido ao seu elevado preço, é um fruto produzido na zona do Mediterrâneo. Em Portugal é habitual o consumo de amêndoas confitadas pela Páscoa, porventura como miniaturas ou sucedâneos dos ovos de Páscoa. Na sequência da utilização deste fruto meridional no fabrico de doces de Páscoa, há dezenas de anos que, sobretudo na região de Lisboa, começaram a aparecer, com muito sucesso, os Confeitos de Pinhão. Na Páscoa era usual os amigos fazerem jogos/promessas de oferta de amêndoas e confeitos, a serem pagos logo após o toque dos sinos das igrejas a proclamar a Aleluia e que eram celebrados com uma frase ritual: «Contrato... Contrato faremos... e no sábado de Aleluia ofereceremos.»

Uso: Como guloseima e como prenda a dar aos afilhados ou como pagamento de «contratos» (jogos de Páscoa).

Saber fazer: A receita é, apesar da diversidade de fabricantes, ainda hoje mais ou menos secreta. Faz-se uma calda de açúcar que se leva ao ponto necessário, após o que se introduzem os pinhões, previamente enfarinhados para a calda de açúcar aderir. O recipiente em que estão contidos sofre então um movimento oscilatório para se formarem camadas concêntricas de açúcar. Antigamente todos os confeitos eram fabricados na cor branca. Mais tarde começaram a levar uma última camada de açúcar, com corante, para lhes dar a cor rosa que alguns possuem. Arrefecem cuidadosamente, movimentando-se para não aderirem nem se deformarem.

Fonte: Produtos Tradicionais Portugueses, Lisboa, DGDR, 2001