Produtos Tradicionais Portugueses

Produtos Tradicionais Portugueses

Farinheira de Estremoz e Borba IGP

Farinheira de Estremoz e Borba IGP

Descrição: A Farinheira de Estremoz e Borba IGP é um enchido, curado pelo fumo, em forma de ferradura, com comprimento de 8 a 15 cm e diâmetro entre 2 e 4 cm, constituído por gorduras macias obtidas a partir da desmancha de porcos da raça alentejana, adicionadas de farinha de trigo (numa relação de cerca de 40% de gordura para 60% de farinha), sal, água, massa de pimentão e dentes secos de alho. Apresenta cor amarela-alaranjada, aspecto liso e sem brilho, consistência semi-mole a pastosa. Tem um aroma e sabor agradáveis, suave, com sabor a alho, fumado e uma relação doce/salgado equilibrada. A gordura é aromática, com sabor agradável e a textura é pouco fibrosa e muito macia.

Método de produção: A Farinheira de Estremoz e Borba IGP obtém-se da transformação de pedaços de gordura macia de porco de raça alentejana, cortados em fragmentos de dimensões inferiores a 1 cm, adicionados de farinha de trigo numa relação de 40% / 60% de gordura e farinha. Depois de se proceder à escolha, limpeza e corte da gordura, são adicionados os restantes ingredientes do enchido. Após a adição dos condimentos o produto sofre outros processos que se designam por maturação, enchimento, atadura e cura a frio, em fumagem lenta (nunca inferior a quatro dias) com lenha específica da região (azinho).

Características particulares: O sabor característico da Farinheira de Estremoz e Borba IGP deve-se em grande parte à influência do montado de sobro e azinho da região. A alimentação da raça Alentejana é rica em bolota e a madeira de azinho é usada no fumeiro.

Área de produção: A Farinheira de Estremoz e Borba IGP é produzida nos concelhos de Alandroal, Borba, Estremoz e Vila Viçosa, no distrito de Évora.

História: Desde sempre, a criação do suíno de raça Alentejana, constituiu uma alternativa para a alimentação das populações e de certa forma para compensar o deficit provocado pelos maus anos agrícolas. A carne obtida da matança destes animais, tornava possível confecionarem-se variados pratos com a carne fresca e suculentos enchidos, tão apreciados. Estes enchidos foram durante muito tempo a alimentação destas gentes, que ao almoço, abandonando o trabalho agrícola se regalavam com estes enchidos. O facto de serem transportados com facilidade, de suportarem as arrogâncias do clima, não se deteriorando constituíam factores preponderantes para a sua utilização sistemática. Ontem como hoje, podemos afirmar que a carne de porco é de extrema importância económico-social; a partir da matéria-prima - Carne de Porco Alentejano -são produzidos os enchidos da região de Estremoz e Borba, com características sápidas bem definidas e inigualáveis.

Caderno de especificações (pdf)

Área geográfica

Agrupamento de produtores
APETAL- Agrupamento de Produtores de Enchidos Tradicionais do Alentejo Lda

Organismo de controlo e certificação
CERTIS -Controlo e Certificação, Lda

Publicação no Jornal Oficial da UE
Regulamento (CEE) n.º 2081/92 do Conselho de 13.7.2002 - C168/10
Regulamento (CE) n.º 1486/2004 da Comissão de 20 08.2004 - L 273/9

Porco AlentejanoPadrão da Raça Suína Alentejana

Aspeto geral – Corpulência médio-pequena, esqueleto aligeirado, grande rusticidade e temperamento vivo. Machos com testículos bem salientes e medianamente volumosos. Fêmeas com mamilos com número não inferior a 5 de cada lado.
Pele – Preta ardósia, com cerdas raras, finas e de cor preta ou ruiva.
Cabeça – Comprida e fina de ângulo frontonasal pouco acentuado, orelhas pequenas e finas, de forma triangular, dirigidas para a frente e com a ponta ligeiramente lançada para fora.
Pescoço – De comprimento médio e musculado.
Porco AlentejanoTronco – Região dorso-lombar pouco arqueada, garupa comprida e oblíqua, ventre descaído, cauda fina de média inserção e terminada com um tufo de cerdas.
Membros – De comprimento médio, delgados e bem aprumados, terminando por pés pequenos e unha rija.
Variedades: Lampinha; Ervideira; Caldeira; Mamilada

Fontes:
ACEPA – Agrupamento Complementar de Empresas do Porco Alentejano:
ACPA – Associação de Criadores de Porco Alentejano
ANCPA – Associação Nacional dos Criadores de Porco Alentejano