Folar de Valpaços IGP

Descrição: produto de padaria, de forma retangular, obtido a partir de massa de pão de trigo, enriquecida com ovos, azeite de Trás-os-Montes DOP (ou de características organoléticas similares), margarina vegetal e/ou banha de porco, recheada com carne de porco gorda e/ou entremeada salgada e seca (não fumada), barriga de porco salgada e seca (não fumada), enchidos de porco fumados (salpicão e linguiça), presunto de porco curado pelo fumo ou de cura natural e/ou pá de porco fumada.

Método de produção: O método de produção inclui as seguintes fases: preparação e trabalho da massa de pão, levedação, recheio, pré-congelação (facultativo), cozedura e acondicionamento (facultativo).

Características particulares: O Folar de Valpaços IGP distingue-se dos seus congéneres pela forma de preparação da massa pão, sendo a existência de duas fases de fermentação da massa pão específica do concelho de Valpaços.
Destaca-se também a utilização de azeite virgem extra de Trás-os-Montes DOP (ou de características organoléticas similares) cujas características sápidas e aromáticas específicas são transferidas para a massa pão e, decorrentemente, para o produto final. O sabor marcadamente frutado da massa deve-se, assim, às características de sabor e cheiro a fruto fresco e sensação de doce, verde, amargo e picante do azeite utilizado.

Área de produção: Delimitada ao concelho administrativo de Valpaços.

História: A relação do Folar de Valpaços IGP com a área geográfica é baseada na reputação. O termo folar, muitas vezes associado a presente e/ou dádiva exprime «o que há de melhor». O folar era tradicionalmente confecionado na época da Páscoa onde o Clero recolhia o folar das famílias no Domingo de Páscoa, no denominado «Compasso ou visita Pascal». A primeira referência à receita com a designação de “Folar de Valpaços” surge, em 1959, no Livro de Pantagruel (Bertha Rosa Limpo, 1959), aparecendo posteriormente em várias publicações nacionais de culinária, destacando-se destas o livro Cozinha Tradicional Portuguesa, de Maria de Lurdes Modesto (1982). A reputação e utilização direta do nome “Folar de Valpaços” é referida por Virgílio Nogueiro Gomes, na sua obra “Transmontanices – Causas de Comer” (2010) e nas suas crónicas “Folares e a Páscoa” (2009) e “Cadernos de Receitas” (2012). 

Marca de certificação
Marca FolarValpacos2

Caderno de especificações (pdf)

Área geográfica

Agrupamento de produtores
Cooperativa Agrícola de Valpaços, C. R. L. – COOPAÇOS

Organismo de controlo e certificação
SATIVA – Desenvolvimento Rural, Lda.

Publicações no Jornal Oficial da UE
Regulamento de Execução (UE) 2017/249 da Comissão, de 1.02.2017
Documento Único, de 18.10.2016

Publicação em DR
Aviso (extrato) n.º 4617/2016, de 6 de abril 
Aviso n.º 8685/2015, de 28 de julho