Produtos Tradicionais Portugueses

Produtos Tradicionais Portugueses

Borrego do Nordeste Alentejano IGP

Borrego do Nordeste Alentejano IGP

Descrição: A carne de Borrego do Nordeste Alentejano IGP provém de borregos filhos de ovelhas da raça Merino Branco, quer em linha pura quer cruzadas com raças melhoradoras. Trata-se de uma carne tenra e suculenta, com uma textura suave e com alguma gordura intramuscular, o que lhe confere um sabor característico e intenso. Comercialmente, o Borrego do Nordeste Alentejano IGP pode apresentar-se inteiro, desmanchado ou fatiado. Só podem beneficiar desta indicação geográfica os borregos nascidos, criados e abatidos no interior da sua área geográfica delimitada.

Método de produção: Os borregos são alimen-tados à base de leite materno (durante 45 a 60 dias) e de pastagens naturais ou semeadas existentes nos montados. Esta alimentação pode ser complementada com forragens da exploração no verão e com bolota e lande no outono e inverno. O uso de concentrados só é autorizado a título excecional, em situações críticas de carência alimentar. Os animais são abatidos entre os 90 e os 120 dias, idade em que atingem o peso de carcaça ideal (e típico na região) de 9 a 15 kg.

Características particulares: A especificidade do Borrego do Nordeste Alentejano IGP deriva essencialmente da forma como é criado e ali-mentado, o que por sua vez deriva das culturas e das explorações agrícolas típicas da região.

Área de produção: A área de produção do Borrego do Nordeste Alentejano IGP coincide a do distrito de Portalegre, abarcando uma superfície total de 6065 km2.

História: A memória da criação de ovinos da raça Merino Branco nesta região perde se nos tempos. Com efeito, os dados históricos disponíveis permitem a vários investigadores assegurar ser essa criação anterior à formação da nacionalidade. Ao longo dos séculos esta raça tem vindo a ser criada de forma tradicional, extensiva, em harmonia com os montados, pastagens e culturas cerealíferas da região – prática que subsiste, praticamente inalterada, até aos nossos dias. Esta ligação histórica está bem patente no papel central que o borrego desempenha na gastronomia da região.

Marca de certificação
marca borrego al
Caderno de especificações (pdf)

Área geográfica

Agrupamento de produtores
NATUR-AL-CARNES - Agrupamento de Produto-res Pecuários do Norte Alentejano, S. A.

Organismo de controlo e certificação
AGRICERT - Certificação de Produtos Alimentares, Lda.

Publicações no Jornal Oficial da UE
Regulamento (CE) n.º o 617/2003 da Comissão – L89/3 05.04.2003
Publicação do pedido de registo (2002/C 168/07) – C168/15 13.07.2002

Publicação em DR
Aviso n.º 4314/2005 – 21.04.2005
Rectificação n.º 2940/2000 – 30.11.2000
Aviso n.º 7820/2000 – 06.05.2000
Despacho n.º 5131/1998 – 27.03.1998

Merino Branco 1 rd

Padrão da Raça Ovina Merina Branca: De acordo com o definido no Regulamento do Livro Genealógico, o ovino Merino Branco é um animal com as seguintes características:

Aspecto Geral — animal de tamanho médio, eumétrico e mediolíneo, de cor branca;
Pele, velo e lã — pele fina, untuosa e sem pigmentação. Velo muito extenso e tochado, com madeixas cilíndricas ou quadradas. Regularmente homogéneo, recobre a cabeça, todo o pescoço, o ventre, os membros quase até às unhas e os testículos;
Cabeça — De tamanho médio, larga e curta. Perfil craniano sub-convexo. Chanfro reto nas fêmeas, mais ou menos reto convexo nos machos. Boca grande, com lábios grossos. Olhos grandes e expressivos, com arcadas orbitais não muito salientes. Orelhas pequenas e horizontais. Cornos ausentes nas fêmeas, mas frequentes nos machos, enrolados em espiral mais ou menos fechada, rugosos e de secção triangular. Bem revestida de lã, a qual recobre por vezes, parte das faces e do frontal;
Pescoço — Curto e bem revestido de lã. Por vezes, uma pequena barbela. Em geral, sem pregas;
Tronco — De volume mediano. Garrote pouco destacado, seguido duma linha dorsolombar horizontal. Espádua regularmente proporcionada e desenvolvida. Costado medianamente arqueado. Ventre desenvolvido. Dorso e rins de comprimento e largura médios. Garupa curta e ligeiramente descaída. No seu conjunto, o tronco apresenta um todo harmonioso;
Úbere — Largo e bem inserido, com tetos curtos mas bem implantados;
Membros — Fortes e regularmente aprumados. Curvilhões grossos, tal como as restantes articulações. Revestimento lanar, em geral, abaixo dos joelhos e dos curvilhões;
Peso vivo — adulto: Machos – 75 a 90 kg; Fêmeas – 45 a 60 kg.

Fontes:
ANCORME – Associação Nacional de Criadores de Ovinos de Raça Merina
Sociedade Portuguesa de Ovinotecnia e Caprinotecnia