Produtos Tradicionais Portugueses

Produtos Tradicionais Portugueses

Carnalentejana DOP

Carnalentejana DOP

Descrição: A Carnalentejana DOP é obtida a partir de bovinos da raça Alentejana. Trata-se de uma carne de gordura uniformente distribuida e não excesiva, de pH inferior a 6. Possui cor vermelha a vermelha escura.

Método de produção: Os bovinos são criados em sistema extensivo, com cerca de 1,4 animais por hectare. Consomem apenas alimentos gerados pela natureza, como o feno, a palha, a bolota e o restolho.

Características particulares: As características distintivas da Carnalentejana DOP devem-se particularmente à dieta natural dos bovinos, que confere à carne características organolépticas distintas. É definida como bastante saborosa e suculenta.

Área de produção: A área geográfica de produção da Carnalentejana DOP abrange os distritos de Beja, Évora, Portalegre e Setúbal, e partes dos distritos de Santarém, Lisboa e Castelo Branco.

História: A história da Carnalentejana encontra-se ligada à raça bovina da raça Alentejana, sendo o seu primeiro registo bibliográfico efectuado em 1870. Os animais eram utilizados para trabalho na agricultura, devido à sua resistência física.
Os animais eram abatidos ao chegarem à fase adulta, excepto alguns que eram mantidos para reprodução e trabalho de campo.
Após a Segunda Guerra Mundial, através de selecções rigorosas e do melhoramento, foi possível conhecer e desenvolver as potencialidades desta raça para a produção de carne. O método de produção foi modificado, para que os animais aproveitassem os recursos naturais existentes na região.

Caderno de especificações (pdf)

Área geográfica

Agrupamento de produtores
CARNALENTEJANA S. A. - Agrupamento de Produtores de Bovinos da Raça Alentejana

Organismo de controlo e certificação
CERTIS -Controlo e Certificação, Lda

Publicação jornal oficial UE
Retificação ao Regulamento (CE) n.º 1107/96 da Comissão – L290 13.11.1996
Reg. (CE) n.º 1107/96 - L148 12.06.1996

Publicação em DR
Aviso n.º 2600/2005 (2ª série), de 15.03.2005
Despacho n.º 18910/2002 (2ª série), de 26.08.2002
Despacho n.º 2201/2002 (2ª série), de 28.01.2002
Aviso n.º 2932/2001 (2ª série), de 20.02.2001

Rectificação n.º 1820/2000(2ª série), de 03.07.2000
Aviso n.º 7665/2000, de 04.05.2000

Despacho n.º 5/94, de 26.01.1994

Aviso (2ª série), de 26.01.1994
Alentejana 1 rd

Padrão da Raça Bovina Alentejana
Conforme descrito por Ralo (1987) e definido no Regulamento do Livro Genealógico os bovinos da Raça Alentejana caracterizam-se morfologicamente do seguinte modo:

Pelagem – Vermelha, podendo ir do retinto ao trigueiro, sendo os pêlos todos da mesma cor. São excluídos da raça, animais com interpolações de pêlos brancos ou pretos em qualquer zona do corpo, exceto na borla da cauda onde se permitem os pêlos brancos interpolados. As aberturas naturais são de cor rosada e normalmente desprovidas de pêlos, podendo ter várias tonalidades de rosa;
Cabeça – Bem desenvolvida e com um tamanho considerável. A sua maior largura é por cima dos olhos, o chanfro é reto ou ligeiramente convexo. A marrafa é de forma arredondada e coberta por pêlos mais desenvolvidos, que podem ser encaracolados; Os cornos são simétricos e de considerável desenvolvimento nos animais adultos, a sua cor é o branco sujo com as pontas mais escuras, quase pretas. "Nascem” no prolongamento da marrafa e quando despontam é sempre com uma ligeira curvatura para a parte de trás da cabeça do animal, apresentando um crescimento sempre voltado para baixo, e depois dobram-se para a frente do animal tomando formas pouco variáveis; As orelhas encontram-se por baixo dos cornos e ligeiramente mais atrás do que estes, saem na horizontal e são revestidas de pêlos, com tamanho considerável, especialmente no bordo superior;
Pescoço – Horizontal com comprimento médio e com um diâmetro considerável. Nos machos é uma zona de deposição de gordura formando o “murrilho” ou “cachaço”;
Dorso e o lombo – Bem conformados e com tendência para o retilíneo, tendo uma largura média;
Alentejana 2Garupa – Comprida, bem musculada, em alguns casos descaída lateralmente, mas esta deiscência lateral tende a diminuir. A inserção do rabo é feita sobre a garupa, dando origem ao chamado rabo "apombinhado", pois sobressai muito a "pombinha". Com o diminuir da deiscência das faces laterais da garupa a inserção do rabo tende a ser cada vez menos saliente, tornando-se correta;
Membros – Bem aprumados, em alguns casos com os posteriores um pouco fechados, pois juntam nos curvilhões, devido à aproximação exagerada entre os ísquios. Esta aproximação tem sido corrigida pelos criadores, através da seleção de animais com aprumos corretos.

Fonte:
Associação dos Criadores de Bovinos da Raça Alentejana
Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV)