Produtos Tradicionais Portugueses

Produtos Tradicionais Portugueses

Vitela de Lafões IGP

Vitela de Lafões IGP

Descrição: A Vitela de Lafões IGP provém de bovinos abatidos até à fase do desmame (5 a 7 meses de idade) pertencentes às raças Arouquesa, Mirandesa ou seus cruzamentos. Trata se de uma carne muito saborosa, suculenta e particularmente tenra. Comercialmente, a Vitela de Lafões IGP apresenta-se em carcaças ou em peças adequadamente acondicionadas.

Método de produção: Os vitelos são alimentados pelo leite materno até ao abate, podendo ainda beneficiar de uma alimentação suplementar constituída por fenos da região, pastos verdes da época e alimentos concentrados produzidos na própria exploração, fundamentalmente à base de farinha de milho. As mães são alimentadas à base de produtos naturais.

Características particulares: A qualidade organolética da Vitela de Lafões IGP deriva essencialmente do microclima da região de Lafões, que consiste numa enorme bacia verde atravessada pelo rio Vouga. A Vitela de Lafões IGP é uma componente importante da gastronomia local, sendo sobretudo assada em forno de lenha.

Área de produção: A área de produção da Vitela de Lafões IGP – cerca de 778 km2 – engloba a totalidade dos concelhos de Oliveira de Frades, S. Pedro do Sul e Vouzela e parte dos concelhos de Castro Daire, Sever do Vouga e Viseu.

História: A Vitela de Lafões IGP é produzida inteiramente por empresas familiares na região de Lafões. Desde os tempos antigos, a popula-ção local vive da agricultura e da criação de animais, em especial da tradicional vitela. A qualidade desta carne era já bem conhecida no século XIX, tal como documentado em por Silvestre Bernardo Lima no seu Archivo Rural de 1858.

Marca de certificação

marca lafoes

Caderno de especificações (pdf)

Área geográfica

Agrupamento de produtores
Cooperativa Três Serras de Lafões, CRL

Organismo de controlo e certificação
SATIVA - Desenvolvimento Rural, Lda

Publicações no Jornal Oficial da UE
Regulamento (CE) n.º 1107/96 da Comissão – L148 21.06.1996
Publicação do Documento Único – C 140 18.05.2013

Publicação em DR
Despacho n.º 55/1994 – 03.02.1994
Aviso 15310/2009 – 01.09.2009
Aviso n.º 11021/2011 – 18.05.2011
Raça Bovina Arouquesa

Padrão da Raça Bovina Arouquesa: Conforme definido no Regulamento do Livro Genealógico os bovinos da Raça Arouquesa caracterizam-se morfologicamente do seguinte modo:

Pelagem — Castanha com vários tons: desde o "claro-palha" até ao castanho propriamente dito (flava, acerejada e avermelhada). À volta das orelhas e por baixo dos olhos os pêlos são mais escuros; nos machos adultos os pêlos são negros por baixo dos olhos. A cor da pelagem esbate-se na face interna dos membros, no úbere e em torno do focinho. A pigmentação é geralmente escura na pele que envolve as aberturas naturais. Existe nesta raça um acentuado dimorfismo sexual; nos touros, a pelagem escurece na cabeça, pescoço, espáduas e coxas; Pele grossa, elástica, bem destacada e repregada no pescoço e tórax. Pêlos curtos e grossos, acamados e luzidios, exceto no Inverno em que por vezes se apresentam compridos e ásperos;
Cabeça — Grossa, curta, com protuberância frontal pouco pronunciada. Fronte larga, ligeiramente deprimida no centro, com perfil sub-côncavo; marrafa curta ou ausente. Chanfro curto, direito e algo deprimido nas suturas maxilo-nasais; focinho escuro e marginado por orla de pêlos brancos até às comissuras labiais. Orelhas de alta inserção, tamanho médio e bem dirigidas, providas de pêlos mais compridos e escuros nos bordos. Olhos grandes, bem aflorados e circundados por pequena auréola de pêlos brancos; pestanas e palpebras de cor escura. Faces triangulares, curtas e ligeiramente deprimidas na ligação com os ossos nasais; ganachas convexas e bem afastadas; face espaçosa; nuca larga e pouco saliente. Cornos de tamanho médio, grossos na base e de secção elíptica, claros nos dois primeiros terças partes e escuros nas pontas; horizontais na base recurvando-se ligeiramente para trás e depois para diante com o crescimento, levantando as pontas para cima e para fora;
Pescoço — Curto, grosso e bem ligado com a cabeça e as espáduas, com o bordo superior direito e horizontal e o inferior moderadamente embarbelado. A barbela, nascida logo atrás do lábio inferior é pouco desenvolvida até à parte média, aumentando progressivamente até ao peito, onde forma algumas pregas;
Tronco — Cernelha larga e de reduzida proeminência; dorso largo e pouco comprido; lombo largo e robusto; linha dorso-lombar direita ou levemente enselada; garupa mais comprida que larga e de aresta sagrada pronunciada e ligeiramente inclinada. Peito largo, costado alto e bem arqueado e abdómen volumoso sem ser ventrado;
Úbere — Pouco volumoso, pele não muito fina, boa conformação e tetos bem afastados e regularmente desenvolvidos; rede vascular pouco acentuada;
Membros — Curtos e grossos na parte livre, providos de largas articulações e terminados por cascos negros, rijos e debruados em cima por pequena orla de pêlos curtos;
Peso vivo — adulto: Machos – em média entre 750 e 900 kg; Fêmeas – em média entre 360 e 430 kg.

Fontes:
ANCRA – Associação Nacional dos Criadores da Raça Arouquesa
Ruralbit – Fotografias de Raças Autóctones
Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV)

Raça Bovina MirandesaPadrão da Raça Bovina Mirandesa: Conforme definido no Regulamento do Livro Genealógico os bovinos da Raça Mirandesa caracterizam-se morfologicamente do seguinte modo:

Aspeto geral — animais harmoniosos, com temperamento vivo mas dócil, de tamanho grande e formato compacto, do tipo respiratório (predomínio do perímetro torácico em detrimento do perímetro abdominal).
Pelagem — castanha retinta no touro, castanha mais ou menos escura, com tendência centrífuga dos aglomerados pigmentados, nos bois e vacas;
Cabeça — nuca larga, levantada e proeminente. Poupa notavelmente espessa e comprida, recobrindo a base dos paus e sempre de cor ruiva. Chifres brancos com extremos afuscados, delgados de pequena envergadura, acabanados e de pontas reviradas para cima e para fora, ficando estas em nível pouco superior ao topete. Orelhas revestidas no interior com compridos e abundantes pelos ruivos. Fonte sub-côncava; olhos aflorados. Cabeça de olhos abaixo, breve, larga e seca; cana do nariz direita e focinho muito curto, negro e superiormente marginado por uma larga orla de pêlos sempre brancos.
Pescoço — curto, grosso com barbela que, pelo menos nos touros, se insere logo sob o beiço inferior e vem até aos joelhos, entre os quais pende.
Tronco — costado redondo. Cernelha baixa. Espinhaço direito, com risca ruiva ou esbranquiçada. Garupa abaulada. Cauda levantada, curta e bem fornecida.
Úbere — bem inserido e desenvolvido, com tetos bem implantados de dimensão média. A produção de leite excede frequentemente a capacidade de ingestão dos vitelos durante o primeiro mês de vida mas estes esgotam-na nos meses seguintes até ao desmame.
Membros — curtos e delgados abaixo do joelho e curvilhão; os posteriores direitos e os anteriores com joelhos desviados para dentro. Coxa convexa.
Peso vivo — adulto: Machos – em média 1.024 kg; Fêmeas – em média 630 kg.

Fontes:
ACBRM – Associação dos Criadores de Bovinos da Raça Mirandesa
Ruralbit – Fotografias de Raças Autóctones
Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV)