Produtos Tradicionais Portugueses

Produtos Tradicionais Portugueses

Morcela de Cozer de Portalegre IGP

Morcela de Cozer de Portalegre PGI

Descrição: A Morcela de Cozer de Portalegre IGP é um enchido tratado por escaldão, constituído basicamente por gorduras (da cabeça, pescoço, barrigas e toucinho) e sangue de porco de raça alentejana, adicionados de sal, alhos secos pisados, cominhos e pimentão, e por vezes, vinho branco da região de Portalegre. Como invólucro pode ser utilizada tripa delgada, tripa grossa, bucho ou bexiga, exclusivamente de porco.

Método de produção: As gorduras frescas do porco são migadas finamente, às quais se junta o sangue que de antemão, deve estar colocado em recipiente apropriado e em condições de temperatura que impeçam a sua coagulação. São então adicionados os condimentos e muito bem homogeneizada a mistura. Para facilitar a difusão dos temperos, a mistura é deixada em repouso 12 a 20 horas, em ambientes cuja temperatura não ultrapasse os 10 °C e com humidade próxima dos 80/90%. Procede-se, de seguida, ao seu enchimento em tripa delgada, tripa grossa, bucho ou bexiga. Após esta operação processa-se a operação designada por escaldão. Esta consiste em mergulhar os enchidos num recipiente cheio de água, ligeiramente temperada, que se mantém a uma temperatura elevada sem que chegue a ferver durante 45 minutos a 2 horas. Por fim retira-se a morcela que submerge em água fria, durante 5 minutos (esta operação é facultativa).

Características particulares: O sabor característico da Morcela de Cozer de Portalegre IGP deve-se em grande parte à utilização de carne e gordura provenientes de porcos de raça Alentejana com uma alimentação rica em bolota.

Área de produção: A Morcela de Cozer de Portalegre IGP é feita no distrito de Portalegre.

História: A Morcela de Cozer de Portalegre IGP integra um conjunto vasto de salsicharia tradicional da região de Portalegre, cujo aparecimento resulta da existência de uma oferta concentrada de carne de porco numa dada época do ano, conjugada com a existência de um microclima influenciado pela Serra de S. Mamede e com o saber fazer das populações, que conduziu ao aprofundamento das técnicas de transformação e conservação de carne de porco pelos processos tradicionais de salga e secagem.

Marca de certificação

marca MorcelaCozerPortalegre

Caderno de especificações (pdf)

Área geográfica

Agrupamento de produtores
Natur-al-Carnes, Agrupamento de Produtores Pecuários do Norte Alentejo, S. A.

Organismo de controlo e certificação
AGRICERT, certificação de produtos alimentares, Lda.

Publicação jornal oficial UE
Regulamento (CE) n.º 1875/97 da Comissão de 26 09 1997 - L 265/26

Publicação em DR
Rectificação n.º 2940/2000 – 30.11.2000
Aviso n.º 7820/2000 – 06.05.2000

Porco AlentejanoPadrão da Raça Suína Alentejana

Aspeto geral – Corpulência médio-pequena, esqueleto aligeirado, grande rusticidade e temperamento vivo. Machos com testículos bem salientes e medianamente volumosos. Fêmeas com mamilos com número não inferior a 5 de cada lado.
Pele – Preta ardósia, com cerdas raras, finas e de cor preta ou ruiva.
Cabeça – Comprida e fina de ângulo frontonasal pouco acentuado, orelhas pequenas e finas, de forma triangular, dirigidas para a frente e com a ponta ligeiramente lançada para fora.
Pescoço – De comprimento médio e musculado.
Porco AlentejanoTronco – Região dorso-lombar pouco arqueada, garupa comprida e oblíqua, ventre descaído, cauda fina de média inserção e terminada com um tufo de cerdas.
Membros – De comprimento médio, delgados e bem aprumados, terminando por pés pequenos e unha rija.
Variedades: Lampinha; Ervideira; Caldeira; Mamilada

Fontes:
ACEPA – Agrupamento Complementar de Empresas do Porco Alentejano:
ACPA – Associação de Criadores de Porco Alentejano
ANCPA – Associação Nacional dos Criadores de Porco Alentejano